Sobre mim

Me chamo Juliana e sou uma cidadã brasileira cansada de milho transgênico, agrotóxicos na água, florestas queimadas e de ser engana por embalagens do supermercado ou por modismos alimentares.

Também sou uma catarinense que não aguenta mais essa exaltação louca à cultura europeia. Eu quero que a minha comida conte outras histórias, que não sejam as da colonização. Histórias que remetem à farinha de mandioca, à jabuticaba. Já deu de pão com manteiga e creme brulee, gente, pelo amor da deusa! De brownie, cookie, hambúrguer e temaki low carb também. Além de super colonizado, isso tudo é o cúmulo da cafonice, né? Vamo combinar.

Me formei em Jornalismo, fiz mestrado em Educação, e agora curso uma graduação em Letras. Também faço milhares de cursos e leio vários livros ao mesmo tempo. Ainda não aprendi inglês direito, não plantei a quantidade de árvores que gostaria e assumo mais coisas do que dou conta.

Já fui a pessoa que catava a salsinha do prato, aquela que temperava a carne do churrasco, depois entrei na noia das dietas, e já gastei o meu rim em óleo de coco. Hoje sou uma vegana anticapitalista, evito ultraprocessados, cozinho a maior parte da minhas refeições e me jogo numa travessa de moqueca de caju sem culpa.

Pra mim, o veganismo foi consequência da busca por uma vida com mais coerência e posicionamento político. Meu trabalho é defender um conceito mais abrangente de alimentação saudável, que respeite o trabalhador, os animais, a terra e a nossa história. Ah! Eu também chamo ultraprocessados de “substâncias comestíveis”, “bowl” de cumbuca e não acho que o agro é pop! Pelo contrário. Floresta é pop. Agro é destruição.